Ação da PF chega a prefeito de São Bernardo

Prefeito Orlando Morando

Operação iniciada em 2018 chega em fase final; cinco grupos são suspeitos de desviar aproximadamente R$ 1,6 bilhão

Proteína trocada por pipoca, carne substituída por ovo e arroz acima do que o previsto na merenda escolar são alguns dos truques utilizados por quadrilhas para desvio de verba que, a princípio, deveria ser destinado a compra de alimentos para escolas do estado de São Paulo, segundo informações da Polícia Federal.

A força policial deu início à operação Prato Feito em 2018 e já indiciou 154 pessoas suspeitas de participar do esquema e ao menos 13 prefeitos. Segundo a ação, há cinco núcleos de empresários que burlavam uma série de licitações.

Além do fornecimento de merenda, as companhias dos indiciados também fornecia materiais escolares, uniformes e serviços de limpeza.

Como aponta o relatório da PF, após uma série de conversas interceptadas com autorização judicial, houve constatação de fraudes em diversas cidades do estado, incluindo São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde um dos empresários envolvidos, Fabio Favaretto, beneficiou o atual prefeito Orlando Morando (PSDB) durante as eleições.

Nas conversas interceptadas, Favaretto afirma que se houvesse segundo turno seria ruim para ele. “Agora vai ser mais caro ainda, imagina o que vai sobrar pra mim”.

Após as eleições, segundo a PF, pessoas relacionadas ao grupo criminoso foram indicadas para cargos relevantes na gestão.

O relatório ainda aponta que “num lapso de um ano, logo no início da gestão de Orlando Morando”, o grupo criminoso “obteve cinco contratos públicos e estava na iminência de assinar o sexto”.

Procurada, a prefeitura de Morando afirmou que o prefeito prestou todos os esclarecimentos às autoridades.

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